Circular em cadeira de rodas em Oeiras (12)

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RUA NOSSA SENHORA DO EGIPTO
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A Rua Nossa Senhora do Egipto – uma das mais compridas ruas do centro de Oeiras – tem duas passadeiras. Junto delas, o lancil do passeio excede um pouco o limite máximo admissível. Não vimos carros estacionados em cima das passadeiras. Mas outras razões podem obstar à sua utilização, nomeadamente, um passeio impróprio para a circulação em cadeira de rodas:
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O mau estado da calçada estende-se a outros locais dos dois passeios desta rua.
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O passeio Sul tem apenas um troço. O passeio Norte (ladeado por estacionamento automóvel) tem quatro troços, e a passagem de um quarteirão para o seguinte esbarra na inexistência de passeios rebaixados (ou bem rebaixados), o que, por si só, inviabiliza a circulação em cadeira de rodas de uma ponta à outra da rua sem ajuda.
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[Não faltando também carros estacionados a impedir a passagem:]
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Em ambos os lados da rua – mais uma rua com muitos lugares de estacionamento ao longo de toda a sua extensão –, os passeios têm uma largura variável, por regra entre os 1,7 metros e os 1,8 metros (descendo para 1,3 metros num pequeno troço no extremo Poente da rua).
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No entanto, são vários os obstáculos de caráter fixo que diminuem a sua largura útil (árvores, postes, sinais de trânsito, contentores de lixo…), sendo que em nenhum dos cinco troços de passeio se assegura um corredor pedonal contínuo livre de obstáculos com pelo menos 1,2 metros de largura. Em todos os cinco troços existem estrangulamentos que impedem a passagem de cadeiras de rodas.
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Este disparate (saído da mente de quem certamente só pensa na circulação automóvel) é mais um sinal evidente do pouco respeito com que os peões são tratados pela autarquia oeirense.
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Aqui, como em muitas outras ruas de Oeiras, acresce a ocupação do passeio com resíduos, com total desprezo pelos peões:
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E – como a imagens anteriores já permitem adivinhar – este triste cenário completa-se com a presença diária de automóveis em cima dos passeios:
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[Chega-se a ver, em cima do passeio, veículos da própria Câmara Municipal de Oeiras…
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…e mesmo veículos de uma entidade competente para fiscalizar o estacionamento, como já demos conta noutro artigo deste blogue.]
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Conclusão: rua não acessível.
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Mobilidade pedonal em geral: no passeio Norte (aquele que é ladeado por lugares de estacionamento), a largura de passeio livre de obstáculos é reduzida e atinge o absurdo no quarteirão confinante com a Rua José Falcão (onde os peões circulam na faixa de rodagem). Com exceção desse quarteirão, os peões conseguem, ainda assim, circular no passeio. Percorrer todo o passeio Norte com um carrinho de bebé ou com um guarda-chuva aberto não é possível. No passeio Sul, a largura livre de obstáculos é ainda menor e, independentemente disso, a circulação pedonal está condicionada pelo estacionamento diário de veículos em cima do passeio.
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(continua)
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Circular em cadeira de rodas em Oeiras (11)

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RUA MOUZINHO DE ALBUQUERQUE
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Nos três quarteirões da Rua Mouzinho de Albuquerque há duas passadeiras. Nenhuma é acessível e a altura do lancil do passeio chega a atingir os 10 centímetros.
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Também nesta rua encontramos carros estacionados em cima das passadeiras:
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O pavimento do passeio encontra-se em mau estado em vários locais.
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A circulação entre passeios, de um quarteirão para o seguinte, esbarra na inexistência de passeios rebaixados (ou bem rebaixados), o que, por si só, inviabilizaria a circulação em cadeira de rodas de uma ponta à outra da rua.
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Em ambos os lados da rua, os passeios têm uma largura variável, entre os 1,7 metros e os 1,9 metros.
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Obstáculos vários (contentores de lixo, postes, sinais de trânsito, árvores….) impedem, no entanto, a existência de um corredor contínuo livre de obstáculos com pelo menos 1,2 metros de largura (que não existe em qualquer dos cinco troços de passeio desta rua).
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Num dos dois troços do passeio Sul, a largura livre de obstáculos (fixos) possibilitaria, ainda assim, a circulação de cadeiras de rodas - não fosse o estacionamento diário de automóveis em cima do passeio:
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Os protagonistas vão mudando e o passeio é todos os dias um depósito de automóveis.
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Esta é mais uma rua com lugares de estacionamento automóvel em toda a sua extensão. O espaço para o automóvel nunca falta.
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Conclusão: rua não acessível.
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Mobilidade pedonal em geral: no passeio Norte, sempre ladeado por estacionamento automóvel (e, portanto, a salvo do estacionamento selvagem), mas sem uma largura livre de obstáculos decente, os peões conseguem, em princípio, circular; o pavimento está particularmente em mau estado num dos três troços desse passeio, com risco de quedas para invisuais e para idosos. Já no passeio Sul, a circulação pedonal está todos os dias condicionada pelo estacionamento selvagem: só a espaços os peões circulam no passeio.
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(continua)
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