Segurança rodoviária: a realidade divulgada [7]

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690 mortos, 2416 feridos graves e 39 215 feridos leves: são estes os números provisórios da sinistralidade rodoviária de 2011 em Portugal Continental (excluindo a sinistralidade dos Açores e da Madeira) ontem divulgados e hoje amplamente noticiados na comunicação social como uma grande notícia.
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Qualquer redução de sinistralidade com vítimas é uma boa notícia. Mas a forma como estes números foram divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária revela o exagero do costume, enfatizando-se a diminuição de “7%” das vítimas mortais em relação a 2010 e a redução a metade dos números de mortos e de feridos graves em comparação com 2002 (últimos 10 anos) e acrescentando-se que se “salvaram 4988 vidas e evitaram-se 13 437 feridos graves” (salvaram-se?) e que “é necessário recuar até 1960 para se encontrar um valor inferior a 700 vítimas mortais”, mas nessa altura com um parque automóvel muito mais reduzido.
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Na verdade, não há razões para grandes festejos.
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Em primeiro lugar, o número de vítimas mortais mencionado (690) só inclui as vítimas falecidas no local do acidente e no “percurso até à unidade de saúde” – e não, como erradamente se está a escrever em algumas notícias, “nas primeiras 24 horas” -, faltando contabilizar as vítimas falecidas nos 30 dias seguintes ao acidente. De acordo com os dados já divulgados de 2011 (Janeiro a Junho), o número de vítimas mortais a 30 dias está a ser superior ao de 2010.
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Em segundo lugar - e sempre com essa ressalva -, a descida de 6,8% no número de vítimas mortais em relação a 2010 (a descida é de 6,3% em relação a 2009) é uma descida muito tímida e que nos continua a afastar da tendência europeia, o que é particularmente mau na medida em que já ocupamos um dos últimos lugares nos 27 países da União Europeia.
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Aqui ao lado, por exemplo, Espanha está numa situação muito menos má do que a nossa, mas ainda assim viu diminuir o número de vítimas mortais em 14,5% em relação a 2010 (mais do dobro da descida verificada em Portugal). A diminuição verificada em Espanha foi de 22,3% em relação aos números de 2009 (a descida foi de apenas 6,3% em Portugal), de 32,2% em relação a 2008 (11% em Portugal) e de 50% entre 2006 e 2011 (18,9% em Portugal).
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Pior do que os fracos números é que não se vislumbra uma verdadeira estratégia nacional para enfrentar esta nossa tristíssima realidade e, tal como dizia há poucos dias Manuel João Ramos, a redução do número de mortos nas estradas tem dependido sobretudo da melhoria nos sistemas de segurança dos veículos e não das políticas de prevenção rodoviária.
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20 comentários:

Ribatagus disse...

Nunca vi, nem vejo, verdadeiras opções que SOLUCIONEM o problema dos acidentes, antes vejo remendo atrás de remendo.

As estradas nacionais não passaram de caminhos de cabras asfaltados com curvas atrás de curvas, no percurso que se desenterrássemos qualquer asno ou mula com 100 anos e a metêssemos na estrada, o animal ainda conheceria todas as curvas do percurso...

Ainda agora, no percurso Vale de Santarém-Santarém, fizeram a "proeza" de "remediar" um local bastante propício a acidentes: curva 90º de ângulo fechado, 60m de recta, curva à direita, contracurva e nova curva, 50m de recta com um cruzamento e finalmente um ligeiro declive a subir.

O terreno do lado esquerdo é agrícola, do lado direito florestal. não existem construções ou edificações.

Adicionalmente, é neste ponto que, no caso de inundações, a estrada fica cortada ao trânsito, obrigando a uma alternativa de 30 km (pela "Ponte do Celeiro")

A solução poderia ser suavizar a primeira curva a 90º e eliminar as 4 curvas/contracurvas seguintes em menos de 100 metros, criando uma recta única que permitiria a ultrapassagem de veículos lentos, nomeadamente agrícolas. Adicionalmente, subia-se os 10 metros de estrada que ficam submersos, acabando definitivamente com esta situação.

A forma encontrada? MANTER TODAS AS CURVAS, alterar o piso para um anti-derrapante, suavizar a curva mais perigosa (reduzir o ângulo) e meter valetas novas.
Nenhuma das curvas foi praticamente alterada, não se aproveitou para minorar o problema da curva, nem as seguintes. O troço de 12km entre Vale de Santarém e Santarém continua assim a ter apenas uma pequena recta de pouco mais de 200 metros para ultrapassagem e outro mais pequeno que só se consegue passar algum veículo se este se encostar à berma.

AH! Mas resolveram o problema... com a instalação de limites de velocidade de 70 km/h!

enfim...assim se brinca com o dinheiro dos impostos!

Ribatagus disse...

este é o percurso que estou a falar...

http://maps.google.pt/maps?saddr=N3&daddr=N3&hl=pt-PT&ll=39.211092,-8.706086&spn=0.009261,0.017574&sll=39.212422,-8.707373&sspn=0.007116,0.017574&geocode=Fc1CVgId2Bx7_w%3BFTpfVgIdZSh7_w&vpsrc=6&mra=me&mrsp=1,0&sz=16&t=h&z=16

Unknown disse...

É preciso ter muito cuidado quando se comparam dados de vítimas mortais actuais com os de há 50 anos, porque as circunstâncias são radicalmente diferentes, a começar nas condições de segurança dos veículos e a acabar na qualidade das estradas, que não tem a mínima comparação.

Fala-se no grande crescimento do parque automóvel, mas cuidado: o aumento do nº de carros a circular pode aumentar a probabilidade da ocorrência de acidentes, mas não necessariamente um aumento da probabilidade de ocorrência de vítimas mortais. Este exemplo extremo ajuda a perceber isso: compare-se uma estrada onde só andam 5 carros com a mesma estrada com movimento muito intenso e onde, por isso, os carros andam muito devagar. No segundo caso a probabilidade de acidentes pode ser muito mais elevada, mas a probabilidade de alguém morrer num acidente é muito baixa, porque os carros andam muito mais devagar.

Pedro Soares Martins disse...

joana,
É uma notícia formidável. Conseguimos superar o insuperável. Chega de bota abaixo. Estamos realmente de parabéns. O melhor ano desde 1960. Esta é para aqueles que passam o tempo a dizer que há uma guerra civil nas estradas e mais não sei o quê e que devem pensar que basta carregar num botão para baixar o nº de mortes. É uma coisa muito difícil. Estamos de parabéns. No meio de tanta notícia má, cá está uma FORMIDABLE!
pedro soares martins

asmelhoresfrancesinhas disse...

"Conseguimos superar o insuperável."

Do post:

"a descida de 6,8% no número de vítimas mortais em relação a 2010 (a descida é de 6,3% em relação a 2009) é uma descida muito tímida e que nos continua a afastar da tendência europeia, "

É tão insuperável que nos continuamos a afastar da média europeia.
(há gente que muito gosta de fazer figura de urso)

bicicleta disse...

Eu estava a ler o artigo e já estava a adivinhar uma barbaridade da autoria do PSM. E não me decepcionou.

Não desejo mal a ninguém (bem, talvez gostasse de ver alguns dos nossos governantes pendurado pelo pescoço), mas espero que, no ano que vem quando, afinal houver "apenas" mais um ou dois mortos do que este ano, estes sejam de entre as bestas que afirmam tamanhos disparates.

RF

bicicleta disse...

Ribatagus,
Não conheço bem a zona mas, a julgar pela fotografia de satélite, não parece assim tão mau. De qualquer modo, não querendo duvidar do que afirma, lembro apenas que, no caso de aquele trajecto ser uma recta, dar-se-iam velocidades mais elevadas, potenciando acidentes mais graves.

Se se trata de uma zona de acidentes frequentes, talvez a solução fosse mesmo reduzir o limite de velocidade. Até porque reparei que há vários entroncamentos que parecem ser acessos a caminhos rurais e/ou particulares.

RF

Luís Lavoura disse...

a redução do número de mortos nas estradas tem dependido sobretudo da melhoria nos sistemas de segurança dos veículos e não das políticas de prevenção rodoviária

Eu diria que a redução do número de mortos nas estradas não tem dependido, nem deve sequer depender, principalmente dessas duas coisas (embora, naturalmente, elas possam e devam contribuir), mas tem derivado, sim, de uma melhoria do comportamento dos condutores.

E é assim mesmo que deve ser. Tal como a principal causa da sinistralidade rodoviária é o comportamento dos condutores, assim a principal causa do decréscimo dessa sinistralidade deve ser a alteração desse comportamento.

madeinlisboa disse...

"mas tem derivado, sim, de uma melhoria do comportamento dos condutores."
Você vive mesmo num mundo paralelo... LSD?

Jorge disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jorge disse...

Luís Lavoura, parece-me que está a confundir duas coisas. Quase todos os "acidentes" têm causa humana, ou seja, como diz, "a principal causa da sinistralidade rodoviária é o comportamento dos condutores". Mas um "acidente" pode ou não matar dependendo muito das condições de segurança do carro. Uma coisa é a sinistralidade, outra coisa é a sinistralidade com vítimas, outra coisa ainda é a sinistralidade com vítimas mortais.

Tente fazer o seguinte:
- pegue num carro tipo "utilitário" de 1960;
- conduza a 70 ou 80 km/h;
- ponha três pessoas no banco traseiro (não procure os cintos de segurança, não há);
- espete-se com o carro, ou tente travar de emergência, ou tente travar de emergência numa curva;
- faça o mesmo com um carro da mesma categoria de 2011;
- descubra as diferenças.

P.S. Não recomendo que faça este teste.

E deixo-lhe mais esta: não há nenhuma estatística oficial que lhe demonstre que o número de acidentes tem diminuído em Portugal. As estatísticas só contemplam os acidentes que provocam mortos ou feridos. Pense nisto e no teste de que lhe falei ali em cima.

Jorge F.

Pedro Miguel Sousa disse...

Eu vou mais longe, Jorge: não tenhas dúvidas nenhumas de que o nº de acidentes nas estradas é muito maior hoje do que em 1960 (o nº de veículos a circular é descomunalmente maior).

asmelhoresfrancesinhas disse...

"mas tem derivado, sim, de uma melhoria do comportamento dos condutores."

LOLOLOLOLOL.
Realmente não há limites para as barbaridades que se dizem. Se há coisa que se vem demonstrando ao longo dos anos é que as grandes melhorias na sinistralidade se deveram quase exclusivamente à melhoria das vias de circulação e do material circulante (a que nos anos 70 se somou a escassez de petróleo que fez as pessoas passar a andar mais devagar).
É precisamente por causa do comportamento não ter mudado a bem, mesmo com as milhentas campanhas que se fizeram em todo o mundo (até se pode dizer que em muitos casos os comportamentos pioraram, porque as boas estradas e os bons carros dão uma falsa sensação de segurança), que a partir de certa altura nos países civilizados se percebeu que tinha que haver uma forte fiscalização e penalização dos comportamentos perigosos. E sem isso nunca Portugal chegará aos patamares de sinistralidade dos seus parceiros europeus, por mais números que a PSP, GNR e ANSR tentem manipular.

asmelhoresfrancesinhas disse...

"E deixo-lhe mais esta: não há nenhuma estatística oficial que lhe demonstre que o número de acidentes tem diminuído em Portugal."

O Instituto de Seguros de Portugal (ou lá como se chama) não tem dados sobre isto?

Jorge disse...

Mesmo que o Instituto de Seguros fizesse anualmente essa estatística, ela não seria minimamente fiável, porque uma grande percentagem dos acidentes nunca é participada a uma Companhia de Seguros. Por ex., se eu for no meu carro e me despistar, sem causar danos a terceiros, para que é que eu vou participar à seguradora? Para perder a minha bonificação e ver agravado o meu prémio de seguro? Mesmo parte das colisões nunca chegam ao conhecimento das seguradoras, porque os envolvidos acham mais vantajoso resolver o assunto sem participar o acidente. E há muitos mais exemplos que podem ser dados. Por exemplo, eu uma vez fui atropelado por um carro e o sinistro nunca foi participado à Companhia de Seguros. Nem a polícia foi chamada.

Pedro Miguel Sousa disse...

Mas não tenham dúvidas de que hoje a sinistralidade é muito maior do que em 1960. Ora vejam lá: em 2010 foram registados 35.426 acidentes com vítimas em Portugal. Atenção, só os acidentes com vítimas, que são uma pequena parte dos acidentes. O número real de acidentes é muito maior. Quantos veículos é que havia em 1960? 212.000. Acham que com 212.000 veículos havia 35.000 acidentes por ano em 1960?

Ribatagus disse...

Bicicleta

Sim, pela imagem de satélite nem parece tão mau como na realidade é... A verdade é que é um serpentear entre árvores, onde as curvas têm ângulo fechado e fazê-las a mais de 50km/h já é ser arrojado demais...

Se estamos a falar do percurso Cartaxo-Santarém, de apenas 12km, este pode demorar entre os 12 e os 30 minutos (!) Porquê? Porque neste percurso todo, existem apenas duas zonas onde é possível a ultrapassagem de veículos lentos e agrícolas que frequentemente circulam nesta estrada (neste percurso, apenas duas "rectas" de 800m cada permitem efectuar a manobra com segurança)

A complicada e intrincada obra de movimentação de terras feita para "rebaixar" o monte (não o eliminou), podia ter sido concertada com um acerto da trajectória, criando uma nova zona de ultrapassagem, eliminando 3 curvas sinuosas, acabando com o problema das inundações.
Dos cruzamentos que falas, também a situação podia ser resolvida: é frequente ocorrerem acidentes no sentido Santarém-Cartaxo com os carros que pretendem virar à esquerda, pois têm que ficar imobilizados em plena via. Os que vêem atrás nem sempre se apercebem da travagem e...

Não adianta a redução do limite de velocidade, trata-se de um "remendo" que só devia ser usado em último recurso, não por regra.

bicicleta disse...

Caro Ribatagus,

Não tenho dados que fundamentem o argumento da redução da velocidade, a não ser o óbvio: a menor velocidade, mais facilmente se evitam obstáculos, quando estes não podem ser evitados, as colisões têm consequências de menor gravidade.

Não afirmo que esta seja a melhor solução para esse problema em concreto. No entanto, percorrer 12kms em 30 mns parece-me um tempo razoável e, se isso fizer com que haja menos acidentes, menos vítimas, não vejo porque não seja assim. Como comecei por afirmar, uma recta incita os condutores a circularem a velocidades superiores e, consequentemente, a mais acidentes com mais gravidade.

Concluindo, a redução do limite de velocidade não é um remendo e é, muitas vezes a solução!

RF

Ribatagus disse...

Caro Bicicleta:

Também sou a favor de limites baixos, mas mais importante que isso, percursos de velocidade permanente. Ou seja: se um percurso pode ser feito a uma velocidade constante, seja ela qual for, numa estrada que se aproxime o mais possível da recta, não só a viagem fica mais barata (deixa de haver acelerações e travagens) como é mais segura. Sou também naturalmente contra as Estradas Nacionais passarem "dentro" dos centros urbanos, pela mesma razão, agravada com o "afunilamento" de condução (que ocorre quando as casas estão feitas em cima da estrada).

De que adianta ter 200 metros onde se permita os 90, para depois fazer uma curva de 30, para depois outra recta de 70, para depois entrar numa povoação e reduzir de novo para 50? Para mim, esta é a maior causa de nervosismo na condução, para além de ser um factor de potenciação de acidentes (é nas zonas de travagem que os acidentes ocorrem, não nas zonas "de cruzeiro").

Neste caso em concreto temos, para além de uma série de curvas e contracurvas numa área plana e sem construção de ambos os lados, uma estrada construída em leito de cheia, num "pedaço" de pouco mais de 50 metros (!) onde bastava subir a quota em 120cm... aproveitando os desníveis de terreno antes e depois, esta zona ficava nivelada, sem prejuízo de ninguém!

O que aconteceu é que, em vez de solucionarem definitivamente todos estes problemas de uma vez só, alterando o percurso, nesta empreitada mantiveram as curvinhas, mantiveram a cota de nível daquele pedaço, gastaram praticamente o mesmo orçamento em movimentações de terras e reasfaltamento, mas na prática, o "cancro" está lá na mesma: uma zona onde as curvas fechadas se sucedem, fazendo daquela zona, mesmo a 60, um "rally" de asfalto... Para quê?????

A redução do limite de velocidade nem precisava de ser equacionado, se dos "caminhos de cabras" se fizessem estradas A SÉRIO! Por isso temos zonas onde a "recta geográfica" chega a ser metade do percurso existente em rodovia! (exemplo: Braga-Guimarães: no mapa são 12km, na estrada são 20km!)

Maquiavel disse...

Bicicleta, os vários entroncamentos com vias seundárias/particulares nem säo o mais crítico, por incrível que pareça (talvez porque o pessoal já vá de pé atrás), mas no cruzamento EN3-EN114. De tantos acidentes por causa na viragem à esquerda da EN114 para Santarém remendaram (mas bem) com uma mini-rotunda mais adiante; fazer o mesmo em sentido contrário, pelos vistos, ainda näo causa acidentes suficientes para fazerem daquele ponto negro outra mini-rotunda.

O que é certo é que para aquele bocado de chäo de 6km os 70 km/h do limite é "velocidade excessiva"! Fazer Vale - Santarém a velocidade constante só a... 50 km/h. E mesmo assim näo garanto a segurança. E isto näo é admissível numa Estrada Nacional! Pois, o problema é que aquele caminho de cabras é EN, noutros países civilizados nem Estrada Municipal seria!

Fazer 12km em 30 minutos näo é mau... em área urbana... mas se formos a ver as coisas häo casas ao lado da EN3 em 9 desses 12km; mas mesmo que um condutor moderado como o Bicicleta ou o Ribatagus já facturem isso antes de pegar no volante e se resignem a andar a 50km/h para näo terem chatices, existem milhares de PMS para quem tempo dispendido em minutos tem de ser metade da distäncia em km (ou menos) independentemente das condiçöes do piso, tempo, urbanizaçäo, ...

... e depois os moderados levam em cima com os idiotas! E nunca ouviram estes a declamar "Havera de ir mais depressa, que já näo lá estava quando o outro carro apareceu!"...