Prémio Mobilidade Sustentável 2011

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O Prémio Mobilidade Sustentável 2011 do blogue A Nossa Terrinha é atribuído à Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBI), pelo projeto Bike Buddy, lançado em 2011, que tem por objetivo ajudar (gratuitamente) as pessoas a começar a andar de bicicleta em meio urbano.
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As estatísticas indicam que os portugueses usam muito o automóvel para trajetos curtos, para os quais a bicicleta é um excelente meio de transporte, mais amigo do ambiente, mais amigo da nossa saúde, mais amigo da cidade, muito mais barato e que chega a ser bastante mais rápido do que o automóvel (nomeadamente, em horas de ponta).
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Há quem simpatize com a ideia de usar a bicicleta nas suas deslocações diárias, mas tenha receio de pedalar nas ruas juntamente com os carros ou ache que os desníveis tornam a deslocação muito cansativa ou mesmo impraticável, só ao alcance de verdadeiros atletas (um mito!).
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Através do projeto Bike Buddy, utilizadores experientes da bicicleta em meio urbano  - maioritariamente ligados à docência e à investigação e, por isso, com horários mais flexíveis - estão disponíveis para ajudá-la(o), acompanhando-a(o) nas primeiras deslocações, sugerindo-lhe os melhores percursos e dicas de circulação - as vezes que forem precisas. Gratuitamente, insista-se.
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O projeto começou na cidade de Lisboa, mas já está disponível também no Porto, em Aveiro, em Vila Real e em Peniche.
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O serviço pode ser pedido no sítio do Bike Buddy (existe também um blogue), sítio no qual é também possível encontrar muitas dicas para a utilização da bicicleta em meio urbano e vários vídeos, como este, que nós próprias colocámos há alguns meses no YouTube:
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Aos “bike buddies”, obrigada pelo trabalho que estão a fazer.
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Quanto a si, experimente: não dói. Nem imagina o que se ganha ao trocar o carro pela bicicleta nas deslocações quotidianas...

12 comentários:

bicicleta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
bicicleta disse...

Obrigado às autoras, pela parte que me toca, enquanto bike-buddy.

RF

António C. disse...

obrigado por não dizerem mal do nome escolhido para o projecto. a questão de ser em inglês e tal... respira classe ;)

Luís Lavoura disse...

Andar de bicicleta em meio urbano é uma ideia muito bonita, mas - a não ser que seja em ruas com muito pouco tráfego ou em ciclovias - tem o potencial para causar um número desproporcionadamente elevado de desastres com consequências graves (para o ciclista ou, eventualmente, para peões). E isto digo eu, que já andei de bicicleta em meio urbano em três países diferentes e já tive variados acidentes nesse contexto.

As pessoas que recomendam que se use bicicleta em meio urbano devem estar conscientes deste facto - que estão a convidar à ocorrência de um bom número de desastres.

Mas a recomendação que vi no vídeo, da parte da instrutora, é de facto verdadeira: a circulação em bicicleta é muito menos insegura quando o ciclista desobedece deliberadamente ao Código da Estrada e circula pelo meio da faixa de rodagem, ou seja, incomodando ao máximo os automobilistas. Grande parte dos desastres entre automobilistas e ciclistas ocorrem por o ciclista circular encostado à direita e não ocorreriam se o ciclista circulasse pelo meio da faixa.

Trata-se de um caso em que o Código da Estrada está notoriamente errado e convem desobedecer-lhe.

TMC disse...

Faltou o prémio "nomes que respiram classe" ou uma rubrica "chama-se língua portuguesa" para o pontapé que é o "bike buddy". Como dizia o Eça, "é chique a valer".

Um certo (a iniciativa) não desculpabiliza o errado (o nome da iniciativa).

bicicleta disse...

Caro LL,

Sugiro que passe no marquês de pombal, hoje, pelas 19 horas. Terá uma centena de pessoas a mostrar-lhe que se pode circular de bicicleta em vias com muito tráfego, e sem ciclovias.

Talvez o problema não esteja no meio urbano, ou na bicicleta, ou nas ruas. Talvez o problema esteja em si e na forma como se comporta.

Se conduzir a bicicleta com a mesma racionalidade com que escreve neste blog, não me surpreende que tenha tido vários acidentes.

RF

Luís Lavoura disse...

bicicleta,

sugiro que seja cordato na forma como se dirige a outros comentadores deste blogue, a mim em particular.

Claro que se pode andar de bicicleta em meio urbano e, como já disse, eu próprio já o fiz em três países diferentes, um deles Portugal. E fi-lo em vias sem ciclovias e com muito tráfego.

Eu não disse no meu comentário que tal seja impossível. Disse é que isso conduzirá, quase de certeza, a muitos desastres graves - para o ciclista. Mesmo que o ciclista se comporte de forma o mais segura possível, e mesmo que os automobilistas também tenham a atenção requerida. É que os desastres rodoviários são, estatisticamente, inevitáveis. E com veículos de duas rodas, ainda mais. Pôr bicicletas e automóveis a circular nas mesmas vias concuzirá, inevitavelmente do ponto de vista estatístico, a muitos desastres, os quais serão, invariavelmente, danosos para o ciclista.

bicicleta disse...

Caro LL,

Se não puder, ou não quiser, passar no marquês hoje ao final da tarde, limite-se a procurar no google por "safety by numbers". Perceberá que, ao contrário do que parece pensar, quanto mais ciclistas houver nas estradas, mais seguros estes estarão.

Por outro lado, com alguma pesquisa, também poderá perceber que as ciclovias e a segregação não são sempre a cura para todos os males, i.e., a solução para evitar acidentes entre bicicletas e automóveis. Em muitos casos, a melhor solução é mesmo a partilha de espaços.

Pelo que tenho lido dos seus comentários neste blog, considero-o (e estou certo que não sou o único) um perito em "achismo". Os seus comentários são, frequentemente, baseados apenas na sua estranha experiência. No entanto, dispara-os como se relatassem factos universais, provados cientificamente. Ao fazer uma analogia entre os seus comentários e a sua perícia como ciclista, talvez tenha sido injusto, pois não sei se me dirijo a um ciclista experiente ou um inábil do pedal. Recordando outros comentários seus, a minha opinião afasta-se cada vez mais da primeira hipótese.

cumprimentos cordiais

RF

Luís Lavoura disse...

quanto mais ciclistas houver nas estradas, mais seguros estes estarão

Claro que sim, não duvido que isso seja verdade em termos médios. Ou seja, quanto mais ciclistas houver numa determinada estrada, menor a probabilidade de que um qualquer desses ciclistas, individualmente considerado, sofra um desastre com um automóvel. Isto porque os automobilistas que circulam nessa estrada se habituam à presença de ciclistas e adaptam o seu estilo de condução a esse facto.

No entanto, o número total de desastres pode muito bem aumentar. Quantos mais ciclistas houver numa estrada, maior (pode ser) a probabilidade de que nessa estrada ocorra um desastre fatal para um ciclista.

madeinlisboa disse...

"Quantos mais ciclistas houver numa estrada, maior (pode ser) a probabilidade de que nessa estrada ocorra um desastre fatal para um ciclista."
E quanto mais galinhas houver num galinheiro, mais cocó haverá...

Álvaro disse...

Deixando de lado as tricas entre comentadores, o Luis Lavoura chama um assunto que me preocupa e que não vejo ser referido nas habituais tomadas de posição dos apoiantes do uso da bicicleta em meio urbano: ninguém discordará que "quanto mais ciclistas houver nas estradas, mais seguros estes estarão". Também ninguém discordará que da semi-crítica às vias dedicadas e ciclovias. E também posso compreender a atitude tática de apelar à automobilização dos potenciais utilizadores em massas críticas, fazer bike buddies, criar a MUBI, ter um spot na SIC de trÊs em três meses etc.
Em tudo isto (que é excelente) o que vejo é que continua a faltar uma intervenção política junto de quem tem poder para alterar decisivamente as coisas - a CML à cabeça.
Isto preocupa-me, porque sem isso não haverá condições para fazer progredir esta ideia em Lisboa.

bicicleta disse...

Caro Álvaro,
Essa acção junto do poder existe. E não se trata apenas da CML. Empresas e outras instituições podem ser agentes neste movimento. Seja por poderem financiar obras, seja por poderem influenciar quem as financia ou autoriza.
Tanto a MUBi, como a FPCUB (são as que me ocorrem agora, mas haverá outras) têm procurado aconselhar a forma como os projectos de promoção da bicicleta vão sendo implementados, ou propor novos projectos.
Mas, o que dá força a estas acções são os cidadãos nas associações, nos eventos e movimentos. Poderíamos discutir aqui o que vem primeiro, se o ovo, se a galinha. Mas sabemos que um não existe sem o outro, do mesmo modo que não se tem tanta força para exigir mais ciclovias, mais estacionamentos para bicicletas ou melhor Código da Estrada se não houver pessoas a pedalar. Do mesmo modo, também reconheço que, mesmo com todos os defeitos que possam ter, as novas ciclovias de Lisboa têm sentado muita gente no selim.
Na 6ª-feira, em Lisboa, foram mais de 200 a mostrar que a capital é uma cidade ciclável, apesar de tudo.
RF