Prémio Insegurança Rodoviária 2011

I
«Da nossa parte, de facto, de consciência tranquila, apenas constatamos que efetivamente os cidadãos, e infelizmente aqueles que faleceram, não cooperaram, não quiseram manter-se vivos, é a única situação que realmente constatamos».
I
I
Estas palavras inacreditáveis proferidas pelo tenente-coronel Lourenço da Silva, da GNR, em 27 de Dezembro, perante as câmaras da televisão, a propósito dos números finais da Operação Natal 2011 (mais negros do que os dos anos precedentes), não constituiram, infelizmente, um caso isolado. Várias declarações inaceitáveis, uma confusão de números da qual transparece a ideia de que se procura divulgar uma sinistralidade menos negra do que a verdadeira sinistralidade das nossas estradas (tal como demos conta, mais do que uma vez, ao longo do ano que passou) ou a deficiente atuação (para não dizer pior) face ao problema do estacionamento de veículos em cima dos passeios e das passadeiras (um fenómeno que, com a “contribuição” - por omissão - da polícia, se tornou banal em Portugal), são exemplos de sucessivas atuações infelizes protagonizadas por um corpo policial com particulares responsabilidades em matéria de segurança rodoviária.
I
Esperemos que em 2012 estes casos tristes não se repitam. Em nome da segurança rodoviária. Em nome, portanto, da segurança de todos nós.

4 comentários:

Miguel disse...

Já percebi. Se eu for a atravessar uma passadeira com sinal verde para os peões, for trucidado por um doido a 100 à hora e morrer, morro porque não cooperei e não me quis manter vivo. Brilhante, pá!

Mário Bruno Silva disse...

Sim é caso para perguntar como é qwue as as autoras deste blog concordam com esta fantochada. Tenham juízinho!

Luís Lavoura disse...

A frase é infeliz, mas enfim, um guarda não é pago para botar discursos perfeitos, temos que lhe dar desconto.

E ele deve estar a pensar nalguns casos em que o que disse se aplica, pessoas que se despistam sozinhas numa estrada deserta, pessoas que ultrapassam em excesso de velocidade espetando-se contra um carro em sentido contrário, jovens bêbados que enfiam o seu carro debaixo de um comboio numa passagem de nível, etc.

asmelhoresfrancesinhas disse...

"A frase é infeliz, mas enfim, um guarda não é pago para botar discursos perfeitos, temos que lhe dar desconto."

Se porventura este guarda não é pago para botar faladura então que enviassem para a TV um dos que é, pois a GNR tem departamento de relações públicas.