Retratos de outras terrinhas: 16 - Para que servem as praças? (II)

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Esta é a praça mais central do centro da cidade espanhola mencionada no artigo anterior:
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Para ampliar as imagens, clicar em qualquer ponto da imagem.
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Uma praça inteiramente pedonal, como tantas outras pela Europa fora.

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A uma escala diferente:

Foi assim, em tempos não muito remotos, a praça mais central do centro histórico da cidade de Portalegre, dominada por um dos mais bonitos paços barrocos de Portugal (edifício classificado):
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No início dos anos 90 ainda sobravam, do pequeno jardim central desta praça, algumas árvores, mas o asfalto e os carros iam ocupando cada vez mais espaço:
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Hoje, a praça é isto:
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A fonte oitocentista encimada por uma estátua, outrora no centro do pequeno jardim frequentado pelas pessoas, está hoje rodeada de lata:
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Fotografia de João Belém
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Enviado em 6/5/2011, juntamente com este outro artigo, ao Presidente da Câmara Municipal de Portalegre e aos vereadores da oposição José Pinto Leite e Hugo Capote, com a mensagem «tenho pena de ver as praças de Portalegre desperdiçadas desta forma».
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Resposta recebida do vereador José Pinto Leite em 10/5/2011:
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«Também tenho muita pena... Não foi para isto que tivemos um POLIS. Mas a harmonia, as pessoas, a vivência da cidade contaram pouco no momento das escolhas. E as escolhas foram o imobiliário de subúrbio, o crescimento das periferias e a morte do centro. A reabilitação urbana, com partilha entre proprietários (que aproveitando os incentivos reabilitam os imóveis) e a Câmara que trata do espaço público, da sua animação e regulação da mobilidade, é a solução para recuperar a cidade e a sua vida urbana. Mas dava menos lucros a proprietários de terra (que valorizou fora do centro), a grandes construtores e aos bancos. E dava maiores encargos às famílias. Agora que os bancos já não têm dinheiro, ou já não emprestam porque as pessoas já não conseguem pagar, pode ser que voltemos ao centro, ao arrendamento, à Praça bonita, ao mercado de rua, à esplanada, enfim à vida na cidade. Temos uma vantagem: A estrutura da cidade é forte e apesar do mau PDM e da política imobiliária, não foi muito estragada, apenas envelheceu  e foi ocupada por automóveis. Por isso, com novas políticas de cidade, o processo é reversível e será possível com bom senso e não muito dinheiro (às vezes a falta de dinheiro é uma oportunidade), poderemos devolver a cidade ao seu esplendor e a uma melhor qualidade de vida urbana.
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Obrigado pelos alertas, é o que posso dizer de momento. Apesar de tudo já aprovámos em Câmara uma política de reabilitação urbana e tentaremos (mais vale tarde do que nunca) reiniciar um processo sustentável para Portalegre.
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Estou disponível para qualquer iniciativa da sociedade civil, sem a qual será difícil influenciar as políticas e acelerar a recuperação.
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Cumprimentos
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José Pinto Leite
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Resposta, na mesma data, do vereador Hugo Capote (enviada ao vereador José Pinto Leite, com conhecimento d'A Nossa Terrinha):
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Apesar de representarmos diferentes forças políticas, concordo inteiramente consigo. Temos de reinventar os nossos paradigmas de desenvolvimento e de cidade.
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Um abraço
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Hugo Capote

29 comentários:

FeminineMystique disse...

livra... realmente, essa praca de Portalegre e' mesmo um pavor...

Helder disse...

Olhe que não olhe que não, afinal, coitadinhos, têm que estacionar...

Por acaso é complicado ir a algum lado e não termos que nos desviar e o problema é que a maioria acha normal...

Nuno disse...

Pamplona?

(o horror, o drama, o subdesenvolvimento, a inconveniência, etc, etc)

Carla disse...

Essa fonte em Portalegre só está a estorvar e ainda pode danificar os popós...

Por que é que os portugueses desprezam tanto as praças? São as zonas mais nobres de uma cidade!

Carla Henriques

Luís Lavoura disse...

Pamplona ou, talvez, Gasteiz (Vitoria em castelhano).

É em todo o caso uma cidade vasca, a avaliar pelo nome de um café.

É de qualquer forma uma cidade que não se pode comparar com Portalegre, nem em termos de população nem, muito menos, de desenvolvimento - o País Vasco é a região mais próspera e mais europeia de Espanha.

(A Joana disse no post anterior que Espanha fica aqui tão perto - mas está na verdade a falar do País Vasco, que fica bem longe.)

Luís Lavoura disse...

É sabido que as maiores praças das cidades espanholas são locais de grande importância simbólica, monumental e cívica, que os espanhóis tratam com grande cuidado e devoção. São locais de convívio e monumentalidade. Julgo que, na sua maioria, não têm carros, tal como nesta cidade vasca.

Mas, atenção! Isto é uma peculiaridade da cultura espanhola. Não é, de forma nenhuma, uma caraterística de toda a Europa, nem de longe!

A paraça central de Bruxelas (e, em geral, as praças centrais das cidades flamengas) também não tem carros. Mas, se a Joana procurar, facilmente emcontrará múltiplas outras praças pela Europa fora que têm carros. Só em Espanha é que isso não é costume. (Aliás, não é costume fora de Espanha e da Flandres, que eu saiba, haver uma grande praça central nas cidades.)

Marta disse...

Vitoria, longe de Portugal? Fica a quatrocentos e tal quilómetros. Isso é longe?

Fernando Paulo disse...

Aposto que não há nem 10 praças destas em toda a europa.

João Rosa disse...

Pois, aí é que estão elas! Também já estive na Europa e não me recordo de ter estado em alguma praça proibida para os carros. Também aposto que nem 10 praças dessas deve de haver. Só se for lá para as Noruegas, mas esses têm a mania que têm de ser diferentes.

Nuno disse...

O pessoal devia viajar mais- mais 9 praças destas só em Espanha (há muitas mais):

Madrid- http://www.flickr.com/photos/hanneorla/465510313/

Salamanca- http://www.flickr.com/photos/22761596@N07/3095677431/

Cáceres (recentemente pedonalizada)- http://www.flickr.com/photos/aesc/4487566644/

Valencia (recentemente pedonalizada)- http://www.flickr.com/photos/keky64/4143520821/

Barcelona - http://www.flickr.com/photos/bcnnow/2582981227/

Cordoba - http://www.flickr.com/photos/amos/82033929/

Cadiz- http://www.flickr.com/photos/costacadiz/4811623905/

Sevilha- http://www.flickr.com/photos/22318028@N03/2151503249/

Compostela- http://www.flickr.com/photos/desconciertos/1247695716/

Etc, etc.

Se quiserem faço séries europeias, com 10 por país- em alguns países até se encontram 10 por cidade. Mas "é a cultura lá fora", ó fado cruel!

Pedro Soares Martins disse...

Eu costumo dizer de que há povos mais propensos do que outros para utilizar o carro e temos de aceitar isso com naturalidade. Mas eu desejo acrescentar também o seguinte: os espanhois têm uma taxa de desemprego alta. Actualmente está quase nos 25%. Daí que as pessoas tenham tempo para passear nas ruas e nas praças ou sentarem-se a conversar horas seguidas. Diferentes realidades, diferentes cidades.
pedro soares martins

Luís Lavoura disse...

Há que contar os jardins públicos como equivalentes a praças.

Por exemplo, em Lisboa, temos o jardim da Alameda, o do Campo Grande, e outros.

São imensas superfícies que não são penetradas por carros.

Se tivermos em conta essas imensas superfícies, que existem com frequência nas cidades portuguesas mas talvez menos nas espanholas, não sei quem ficará a ganhar.

Luís Lavoura disse...

Para se ver a diferença cultural entre portugueses e espanhóis, pode-se ver o que acontece, por exemplo, com as praças centrais de Lisboa - o Terreiro do Paço, o Rossio e o Martim Moniz.

Passam carros nestas praças, claro - mas mesmo assim elas podem ser utilizadas como lugares de encontro e convívio. São-no? São - mas quase somente por estrangeiros (imigrantes ou turistas).

Por exemplo, o Rossio é um local de abundante convívio para africanos e árabes. O Martim Moniz é local de convívio para indianos. Em nenhum dos casos é frequente ver portugueses a conviver ao ar livre nessas (ou noutras) praças.

É esta a diferença cultural entre Portugal e Espanha. É por os portugueses não terem o hábito de conviver ao ar livre em praças que acabam por as tratar tão mal (e acaba por haver tão pouca pressão da opinião pública para que elas sejam bem tratadas).

Já agora, em matéria de praças maltratadas, talvez a pior de todas seja o Saldanha, em Lisboa, que em tempos foi uma praça aprazível, hoje em dia é um local horroroso, apenas servindo para a passagem de automóveis.

asmelhoresfrancesinhas disse...

"Eu costumo dizer de que há povos mais propensos do que outros para utilizar o carro e temos de aceitar isso com naturalidade. "

Pedro, como eu já lhe disse, os espanhóis usam muito mais o carro do que os portugueses. Não é por repetir muitas vezes o que a sua cabecinha quer que seja verdade (não tem capacidade para aceitar outra coisa, o mundo lá fora mete-lhe medo), que isso se torna verdade.


Luís, essa do país Basco ser longe é mesmo mais uma vez não ter argumentos. E esse de os portugueses não terem o hábito de andar ao ar livre também é de rir. Nunca deve ter saído de casa suponho para dizer tal barbaridade.

Nuno disse...

@Pedro Soares Martins

Já ouvi todo o tipo de argumentos mas o do desemprego é mesmo a primeira vez, é impressionante a criatividade dos portugueses para arranjar desculpas ou negar que os problemas (que têm sempre solução) existem sequer.

Um dos melhores países para ser peão é a Holanda, que deve ter a taxa de desemprego mais baixa da OCDE. Etc, etc.

@Luís Lavoura

Sem dúvida que os bons exemplos existem e não devem ser ignorados na tentação de pintar um quadro excessivamente negro, uma vez que já é negro que baste o estado real das coisas.

É também verdade que existe essa barreira cultural de que fala em relação à vivência do espaço público em Portugal, mas isto tornou-se uma questão de "galinha e do ovo", em que pessoas não usam o espaço, ele é ocupado por automóveis, logo as pessoas não usam o espaço.

É necessário quebrar este círculo vicioso com soluções que permitam ter e estacionar um carro fora dos locais onde este é menos eficiente e/ou nocivo para o espaço público e permitir abrir as cidades para os peões para que possa regressar e crescer esta cultura de habitar praças e ruas.

Já que falamos de Espanha, pus acima duas cidades que recentemente pedonalizaram as suas praças principais, uma delas com polémica. Repare-se também que não incluí Sevilha, porque tem uma Plaza Mayor ocupada por automóveis e debate neste momento a sua pedonalização (ideia aparentemente a perder capital político).

Há que dar o primeiro passo, figurativamente falando.
Sendo uma decisão política difícil, em muitos casos nunca poderá ser implementada sem a pressão dos cidadãos.

Pedro Soares Martins disse...

Volto a salientar que, realisticamente há a necessidade de ponderar que Espanha tem uma elevada taxa de desemprego. Os desempregados não têm dinheiro para andar a fazer compras nos shoppings e não têm dinheiro para andar de carro, logo, há que arranjar-lhes locais para estarem.
pedro soares martins

asmelhoresfrancesinhas disse...

Pedro, Espanha sempre teve gente na rua (tal como Portugal e todos os países do Sul da Europa), mesmo quando eram uma das economias mais pujantes do mundo industrializado.
É incrível como pessoas tentam arranjar todo o tipo de parvoíces só porque têm medo (ou não têm capacidade intelectual) em aceitar que nem toda a gente tem a sua visão limitada do mundo.

Bessa disse...

Não esquecer que a maioria dos países europeus começou a lidar com esta questão há muitos anos atrás. Em muitos casos, na Alemanha, até Dinamarca, também se atingiu este nível de insanidade que vemos em cidades como Portalegre. Como de costume levamos décadas de atraso.

O que eu não percebo é o discurso mentecapto de quem vêm para aqui constantemente defender o indefensável. Será que não querem viver num país melhor? Querem insistir no atraso? Persistir nos mesmos erros? Agora não é o "orgulhosamente sós", é o "orgulhosamente patéticos"? É esta "qualidade de vida" que querem deixar aos vossos filhos? É que há zonas urbanas deste nosso Portugal que mais depressa fazem lembrar Bagdad ou Damasco que uma qualquer cidade Europeia...

Nuno disse...

@Bessa

É verdade que temos de ter em conta as especificidades de cada cultura, e que existirá algum desfasamento.
Mas nesta altura as mudanças que vemos são tímidas e a resistência a estas ideias é total.

A Espanha partiu de um ponto muito próximo de nós há 25 anos, entretanto inverteu completamente algumas situações- de um ferrovia semelhante à nossa em 20 anos passou para uma digna da Europa Central, com uma explosão no número de utentes e agora saem notícias como esta, de hoje:

"As grandes cidades sobem à bicicleta"

http://www.elpais.com/articulo/sociedad/grandes/ciudades/suben/bicicleta/elpepisoc/20110506elpepisoc_1/Tes

Não há nenhum motivo para explicar o nosso enquistamento, fora um misterioso masoquismo.

madeinlisboa disse...

"É esta "qualidade de vida" que querem deixar aos vossos filhos?"
E eles querem lá saber dos filhos.... o que interessa é o umbigo deles.... filho não é um prazer é um entrave para a maioria deles. assim como são estes sites....

Jorge disse...

Exatamente, Nuno. Não foi assim há tantos anos que Espanha era um país quase tão atrasado como o nosso. Eu nem percebo muito bem essa desculpa de que tudo chega cá décadas depois, como se fosse um fado nosso, uma inevitabilidade à qual não pudéssemos fugir. Os tempos hoje são outros, a informação percorre o mundo com uma rapidez sem comparação com o que se passava há décadas e a prova disso é que Portugal está hoje à frente de muitos países em algumas áreas. Isto tem, sim, a ver com a nossa dependência suicida do automóvel e com o facto de andarmos cada vez menos a pé.

Continuem a mostrar isto. Mostrem a estes incrédulos que isto não é só em Espanha ou em meia dúzia de praças da Europa, como alguns comentadores querem fazer crer.

Helder disse...

Uma coisa eu posso dizer: há mudança de mentalidades, pois há 10 anos não haveria blogs (ok, não havia blogs...)como este nem comentadores como a maioria dos que cá vem, mas atenção, a maioria ainda são os "pedros soares" sem qualquer demérito, é apenas uam maneira diferente de ver as coisas, mas as palas são para sair...

Se em tantas coisas da nossa sociedade continuamos a fazer o mesmo sempre/sempre/sempre e quando se mostra algo de diferente ou a possibilidade de fazer diferente e para melhor...reajem dizendo que há direitos adquiridos e que até agora deu, poderá continuar a dar.

É o mesmo povo que gasta em tabaco, sportvês e gasol e depois compra marcas brancas (que até há de qualidade) para dar aos filhos e se queixa que não tem dinheiro para o fim do mês e tem 5 créditos, 3 deles pessoais...e passa um belo Domingo a passar no shopping mais perto.

Não se esqueçam da personagem "Velho do Restelo" de Camões e do que Almeida Garrett escreveu nas "Viagens na minha terra" e também que o "Movimento Capitães de Abril" nasceu do descontentamento por parte dos oficiais, formados nas Academias Militares, de, devido à guerra colonial, já qualquer mancebo poderia, chegar a oficial...

Só que, curiosamente, também somos o 1º pais do mundo a abolir a pena de morte...para onde fomos desde então? E como voltamos...

Miguel Carvalho disse...

brilhante post!

Luís Lavoura disse...

Objetivamente, há tantas razões para colocar um contentor do lixo na faixa de rodagem como no passeio.

No passeio circulam pessoas a pé; na faixa de rodagem circulam pessoas de automóvel, motorizada ou bicicleta. Em ambos os casos, há pessoas a circular, pessoas essas que serão incomodadas pelo contentor do lixo.

Trata-se portanto, em boa parte, de um problema político: dar preferência a quem circula a pé, ou a quem circula de automóvel, motorizada ou bicicleta. A Joana tem uma preferência política, outras pessoas terão outras.

Sob o ponto de vista dos riscos, porém, há diferenças. Os peões desviam-se dos obstáculos geralmente sem chocar uns com os outros. Pelo contrário, um veículo na faixa de rodagem, quando se lhe depara um obstáculo pela frente, nem sempre tem a capacidade de se desviar ou de travar a tempo.

Por exemplo, se um ciclista fôr a circular junto à berma e, de repente, deparar com um contentor, pode ter dificuldade em desviar-se (por vir um automóvel na faixa do lado). No limite, pode até ter dificuldade em travar, e acabar por chocar contra o contentor.

Ou seja, sob o ponto de vista dos riscos, um contentor na faixa de rodagem é mais propício a causar acidentes.

Madalena disse...

Fazia bem ao Luís Lavoura um dia andar nos passeios com contentores em cima com uma venda nos olhos ou de cadeira de rodas.

madeinlisboa disse...

E pronto, está explicado porque os condutores preferem parar o popó no passeio em vez da estrada. É para não provocar acidentes. Mas que altruismo o deles...
Quando vir um contentor na estrada não o coloque no passeio, mas sim em sua casa. Assim não provoca acidentes. E como você é uma pessoa que se preocupa com isso, especialmente com os ciclistas, que precisam de mudar de faixa para se desviar de um contentor (a largura de uma bicicleta é imensa!), vai sentir-se bem consigo mesmo.

asmelhoresfrancesinhas disse...

"Fazia bem ao Luís Lavoura um dia andar nos passeios com contentores em cima com uma venda nos olhos ou de cadeira de rodas."

Como sempre o Luís vai-se «esquecer» de responder a isso. Ainda outro dia lhe perguntei que flexibilidade tinha uma pessoa numa cadeira de rodas para se desviar de um obstáculo e até agora nada (nada que não se espere de um troll, de que o Luís é porventura o melhor exemplo e mais conhecido da blogosfera nacional).

Nuno disse...

Não se trata de pôr um contentor de lixo na estrada, mas num lugar de estacionamento.

Discutir por discutir...

Joana disse...

Atualização: respostas recebidas